Pai Nosso
" Ó Pai nosso que estais no céu, não a ele circunscrito, e sim pelo maior amor que sentes para com os primeiros efeitos! Louvado seja o teu nome e o teu poder para com as criaturas, como é justo que se rendam graças à tua sabedoria. Venha a nós a paz do teu reino, pois, se ela não nos alcançar, apesar de toda a nossa inteligência, a ela não poderíamos chegar. Como os anjos te sacrificam a tua vontade, cantando HOSANA, assim também os homens devem sacrificar. Dá-nos hoje o pão de cada dia, sem o qual fica para trás neste áspero deserto aquele que mais se esforça para avançar. E, assim como nós perdoamos a todos o mal que sofremos, perdoa-nos Tu, benevolente, sem olhar para os nossos méritos. Não ponhas à prova a nossa virtude, que tão depressa desfalece, contra o antigo adversário, mas livra-nos dele, que a tenta de tantas maneiras. Não fazemos, ó Senhor, esta humilde súplica por nós mesmos, que dela não precisamos, mas sim pelos que quedam atrás de nós." (Párafrase do Pai- Nosso, modelo de oração ensinada por Cristo aos Apóstolos)
Desse Modo, pedindo para si e para nós uma boa sorte, iam aquelas almas suportando a carga, quase agachadas, dando voltas com o peso que sustentavam, a fim de se purificarem das vaidades mundanas. Se dali sempre se roga por nós, quanto podem aqui fazer por eles os homens de boa vontade! Justo é ajudá-los a se lavarem das manchas que do mundo levaram, a fim de que possam subir, prestos e puros, às esferas celestiais.
DANTE ALIGHIERI. In: Canto 11 "Purgatório". A DIVINA COMéDIA. Tradução de Cordélia Dias dÁguiar. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1998, p.166.
Desse Modo, pedindo para si e para nós uma boa sorte, iam aquelas almas suportando a carga, quase agachadas, dando voltas com o peso que sustentavam, a fim de se purificarem das vaidades mundanas. Se dali sempre se roga por nós, quanto podem aqui fazer por eles os homens de boa vontade! Justo é ajudá-los a se lavarem das manchas que do mundo levaram, a fim de que possam subir, prestos e puros, às esferas celestiais.
DANTE ALIGHIERI. In: Canto 11 "Purgatório". A DIVINA COMéDIA. Tradução de Cordélia Dias dÁguiar. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1998, p.166.
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